O que resta à AP e a Abbas senão aguardar as eleições e dar o fora? Provavelmente ganharão exílio, ou algum cargo pelos bons serviços prestados, em Israel.
Baby
[A aliança entre Mahmoud Abbas, da Autoridade Palestina, e Hosni Mubarak, do Egito -- dois apoiadores do Estado Exclusivista Judeu-Sionista de Israel -- é antiga e notória. No cenário da atual rebelião egípcia, que ameaça o regime, a AP reprime escrupulosamente os palestinos que apoiam seus irmãos e suas irmãs rebeldes do Egito. - Editores do Frontlines of Revolution]
Ramallah Ocupada, 2/2/2011
Cerca de duzentas pessoas reuniram-se na praça Al-Manara, em Ramallah, para manifestar solidariedade ao levante a "nossas famílias no Egito", segundo o convite que circulou no Facebook e no Twitter algumas horas antes do início da manifestação. Oficiais da segurança da Autoridade Palestina, com roupas civis e auxiliados por policiais uniformizados, prenderam dois manifestantes, apesar das tentativas de outros participantes de deter as prisões.
Um numeroso grupo da polícia da AP rapidamente arrastou os detidos até uma delegacia próxima. Em seguida, os policiais, enfileirados, atacaram com violência os manifestantes, usando bastões. Muitos oficiais empurraram manifestantes para fora da praça, impedindo a continuidade da manifestação. Vários manifestantes relataram ter apanhado durante a passeata. Um deles afirmou ter sido obrigado a apagar as fotos que fizera com sua câmera.
"A demonstração foi convocada poucas horas antes de seu início pelo Twitter, pelo Facebook e por mensagens de texto", disse um dos organizadores. "Em consequência da repressão da AP a uma manifestação anterior de apoio à revolução no Egito e na Tunísia, não foi possível organizar esta caminhada antes. A atitude da AP não é senão a continuação da repressão a ativistas e a todos os que expressam sua discordância. É uma violação clara de nossos direitos básicos."
"A demonstração foi convocada poucas horas antes de seu início pelo Twitter, pelo Facebook e por mensagens de texto", disse um dos organizadores. "Em consequência da repressão da AP a uma manifestação anterior de apoio à revolução no Egito e na Tunísia, não foi possível organizar esta caminhada antes. A atitude da AP não é senão a continuação da repressão a ativistas e a todos os que expressam sua discordância. É uma violação clara de nossos direitos básicos."
"A crescente supressão de liberdades, incluindo a repressão à manifestação de apoio aos rebeldes do Egito e da Tunísia só pode ser entendida como um sinal do medo da AP de que a Revolução do Jasmim [nome pelo qual ficou conhecida a intifada tunisiana] logo alcance a Palestina", disse outro manifestante.
Outra manifestação de apoio a egípcios e tunisianos está marcada para sábado, 5 de fevereiro, ao meio-dia, em Ramallah, como parte das atividades do Dia Global de Solidariedade à Tunísia e ao Egito.

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