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| Palestinos carregam corpo de Al Batram, morto durante ataque aéreo israelense à Faixa de Gaza em 31 de julho, um mês depois da matança no Mavi Mármara, da Flotilha da Liberdade. |
Recebi do Centro de Direitos Humanos Al-Mezan, de Gaza, o documento a seguir (já traduzido por mim). Precisamos nos mobilizar, escrever a deputados e senadores, solicitando que eles levem o caso ao Congresso e peçam ao ministro Celso Amorim que condene os ataques e faça contatos com outros países, para evitar um novo banho de sangue na Palestina. Leia o documento do Al-Mezan:
Nos dois últimos dias, a força de ocupação israelense (IOF) [nome que os palestinos dão ao exército de Israel] lançou uma série de ataques aéreos na Faixa de Gaza. Um deles atingiu o Complexo Presidencial, na Cidade de Gaza. Outro teve como alvo um membro da resistência, matando-o. Esse homem já havia sido alvo de um ataque durante a Operação Chumbo Fundido, quando perdeu a maior parte da família.
Em Rafah, a IOF lançou dois ataques aéreos na área dos túneis [cavados no subsolo pelos palestinos, os túneis são essenciais para Gaza; é por eles que passa a maioria dos bens de primeira necessidade para a população da faixa litorânea de Gaza]. Ali, não houve feridos.
O Centro de Direitos Humanos Al Mezan condena esses ataques e apela à comunidade internacional a intervir para evitar uma escalada israelita e assegurar a proteção da população civil da Faixa de Gaza.
Segundo as investigações de campo da Al Mezan, às 23h25 de sexta-feira, 30 de julho de 2010, um caça israelense disparou um míssil sobre a área de pouso de helicópteros localizada no Complexo Presidencial. Como resultado, 21 pessoas ficaram feridas e 30 casas vizinhas, escritórios e instituições foram danificadas.
Em outro ataque, às 00h10 de sábado, 31 de julho de 2010, um avião israelense disparou um míssil sobre uma propriedade privada, destruindo duas salas e um jipe, pertencente à família Al Batran. O ataque causou uma grande explosão que deixou um buraco de sete metros de profundidade no chão. A casa pertence a Abdel Hadi Mossa Al Batran, de 40 aos, e está localizada a oeste da estação de gás de Daban, na rua Salah Ad-Din, no campo de refugiados Nsseirat-An. Ele foi morto no ataque. Em 16 de janeiro de 2009, um ataque aéreo da IOF atingiu o apartamento da família de Al Batran, matando sua esposa e cinco filhos. Ele ele e o filho mais novo sobreviveram. Agora, resta apenas a criança.
Às 11h50 de sexta-feira, 30 julho de 2010, aviões israelenses lançaram ao menos um míssil na fronteira Egito-Gaza, ao sul da cidade de Rafah. Em aproximadamente três horas, no domingo, 1 de agosto de 2010, um avião israelense jogou outro míssil na fronteira Gaza-Egito. Felizmente, ninguém ficou ferido.
O Centro de Direitos Humanos Al Mezan condena enfaticamente os ataques israelenses que mataram um palestino, deixaram mais de 21 feridos e danificaram 30 casas e instituições. Al Mezan apela à comunidade internacional para intervir e assegurar que os civis e suas propriedades sejam protegidas no território palestino ocupado. Adverte também que Israel pode iniciar uma nova escalada de violência, particularmente pelo silêncio da comunidade internacional, cuja omissão tem encorajado Israel a violar, impunemente, os direitos humanos e o direito internacional.
Al-Mezan Center for Human Rights
5/102-1 Al Mena, Omar El-Mukhtar Street,
Western Rimal, Gaza City, The Gaza Strip,
P.O. Box. 5270,
Telefax: 2820447, 2820442


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