
Fidel Castro abandonou o traje esportivo que usa desde que se afastou da presidência de Cuba e tornou a vestir o uniforme de comandante-em-chefe das forças armadas cubanas para as solenidades do Dia da Rebeldia Nacional, comemorado ontem. Há 57 anos, ele e 168 homens atacaram os quarteis Moncada e Cespedes, com o objetivo de tomá-los, armar a população e derrubar o regime tirânico de Fulgêncio Batista.
Não deu. A maioria dos revolucionários foi morta e Fidel, capturado, acabou condenado a 15 anos de prisão. Anistiado em 1955, partiu para o exílio no México, de onde voltou a Cuba em 1956, acompanhado por Che Guevara, Camilo Cienfuegos e Raúl Castro, a bordo do navio Granma. Os quatro foram para Sierra Maestra e deram início à guerrilha que derrubaria o governo Batista, imposto e controlado pelos EUA. A guerrilha, apoiada pela maioria da população cubana, sairia vitoriosa em janeiro de 1959.
Na comemoração de 26 de julho de 2010, no teatro do Memorial José Martí, Fidel falou, com a lucidez de sempre, sobre os riscos mundiais do imperialismo estadunidense, sobre a possibilidade da guerra nuclear e seus efeitos no planeta, sobre energia limpa, a BP e o derrame de óleo no golfo do México, ciência e política internacional.
Hugo Chávez, esperado nas comemorações em Santa Clara, não pôde comparecer porque o serviço de inteligência venezuelano descobriu um plano para tomar o poder na Venezuela enquanto o presidente estivesse fora. O plano, engendrado pelos EUA, contaria com tropas e equipamentos estacionados na base militar estadunidense na Colômbia.
Aos amigos cubanos, sempre na defesa dos direitos do povo palestino, um abraço solidário.
Assista a um trecho da conversa entre Fidel, intelectuais e artistas cubanos no teatro do Memorial José Martí.
Foto feita pelo cantor e compositor cubano Sílvio Rodriguez e publicada em: www.cubadebate.cu/noticias/2010/07/26/fidel-deberiamos-proponernos-cada-dia-ser-poquitico-mejores/.

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