Vista aérea de Istambul, na Turquia, onde advogados vão se reunir para dar início a uma ação contra Israel.
Advogados de 60 países vão se reunir em 15 e 16 de julho em Istambul, na Turquia, a fim de preparar uma ação contra Israel, pelos ataques à Flotilha da Liberdade, em 31 de maio. "Eles vão dar os passos necessários para processar os responsáveis pela investida contra o Mavi Mármara", explicou Mahendradatta, chefe da Associação Indonésia de Advogados Muçulmanos (TPM, na sigla em inglês), na segunda-feira, 12 de julho, em Jacarta. Ele também disse que representará seis indonésios feridos pelos soldados da força naval israelense.
Os advogados, oriundos da Turquia, da Grã-Bretanha e de outros países europeus entrarão com ações contra Israel em fóruns internacionais e bilaterais. "É preciso combater a arrogância de Israel", afirmaram dirigentes do TPM.
Além disso, Jose Rizal Jurnalis, chaiman do Comitê de Resgate Médico de Emergência (Medical Emergency Rescue - Commitee, ou MER-C), seção indonésia, espera que a ação contra Israel leve o país à Corte Penal Internacional (ICC).
A iniciativa é importantíssima dentro do atual panorama da política internacional. Embora o mundo não aguente mais as atitudes de Israel -- considerado, internacionalmente, Estado terrorista e fora-da-lei --, os governos não ousam nenhuma atitude mais séria contra o país. Isso se deve, em parte, à retaguarda dada aos israelenses pelos Estados Unidos, cuja política internacional é ditada pelo biliardário lobby sionista, e em parte por receio de que as organizações financeiras ligadas ao sionismo desestabilizem ainda mais suas já combalidas economias.
Fora do esquema dos governos, porém, cresce a cada dia a campanha mundial contra Israel. Só na Europa, cerca de 70% da população considera o país um risco para o mundo; nos Estados Unidos, o número de universidades que adere ao boicote comercial e cultural contra Israel tem aumentado consideravelmente. Artistas de diversas áreas recusam-se a ir a Israel, cancelando compromissos para apresentações. Trabalhadores das docas de diversos países, como Estados Unidos e Suécia, recusam-se a carregar e a descarregar navios com bandeira israelense.
A iniciativa do TPM, ao reunir advogados do mundo inteiro, é mais um marco do movimento popular mundial contra Israel. Atitudes como essa têm o potencial de minar, pela base, o apoio dos EUA ao país sionista e a omissão das demais nações. Boicote, envio de navios para quebra do bloqueio a Gaza, ações em cortes internacionais, denúncias de organizações de direitos humanos e ordens de prisão aos dirigentes israelitas (se eles pisarem em países como Inglaterra e Marrocos, serão presos, considerados criminosos contra a humanidade pelos ataques de 2008-2009 a Gaza) são capazes de fazer o que o mundo ainda não teve coragem de enfrentar: a criminalização de Israel por mais de 60 anos de terrorismo e de não observância do direito internacional.
Baby, com as agências de notícias Antara, Malaysian Digest e Rainbow Warrior.

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